O presidente do Partido de Renovação Social, Alberto Nambeia, diz que houve “mão invisível” no protesto dos estudantes na sexta-feira na capital guineense, que terminou com 19 feridos e 20 pessoas detidas.

“O que aconteceu não foi uma manifestação de alunos, há mão invisível por atrás da manifestação”, afirmou Alberto Nambeia.

O presidente do PRS falava aos jornalistas na sede do partido em Bissau, que foi vandalizada por pessoas que participavam no protesto dos alunos.

“A tensão política e social que se está a desenhar no país é um mau pronuncio para o que ai vem. Ninguém sabe o que isto pode dar nas eleições, porque ninguém aceita ser roubado”, afirmou Alberto Nambeia, salientando que o escrutínio não deve ser adiado.

A Guiné-Bissau realiza eleições legislativas no dia 10 de março.

Segundo Alberto Nambeia, há muita gente que não quer eleições e querem arranjar bodes expiatórias para tentar adiar o escrutínio.

“Esta terra é de todo nós e se correr mal é para todos nós. Estamos de olhos abertos a acompanhar. Todos nós estamos aqui em Bissau. As informações cruzam-se. Vamos pedir aos que vão organizar as eleições sobretudo o GTAPE que façam um processo transparente e apelo à comunidade internacional, exortamos que seja um árbitro e que acompanhe tudo o que se passa e que fale sempre a verdade”, disse.

O presidente da segunda maior força política da Guiné-Bissau disse também que o ambiente que se viveu sexta-feira na sede do partido foi de “muita tensão” e que tem pedido aos apoiantes do PRS para terem “paciência” e não responderem a provocações.

“Conseguimos dominar os ânimos das pessoas porque pensamos que o país está acima de todos. Os interesses do país são mais importantes que os interesses individuais de qualquer partido. Nós sabemos que temos de privilegiar os interesses do país, mas temos sido vítimas de ataques à nossa sede, todos os anos”, afirmou.

Um protesto de estudantes na sexta-feira em Bissau, culminou na paralisação da cidade, com os jovens a cortarem o acesso das estradas e principais avenidas da capital guineense, com pneus a arder.

Foram também registados vários atos de vandalismo, que provocaram danos em viaturas e vários edifícios.

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