Segundo Delfim da Silva, o novo Governo guineense vai precisar de assistência financeira para assegurar os preparativos técnicos para o processo eleitoral, que deve começar com a atualização dos cadernos eleitorais e registo de novos eleitores.

O representante da Guiné-Bissau na ONU falava durante uma reunião solicitada pelo Conselho de Segurança para analisar a situação do país, nomeadamente realização das próximas eleições e implementação do Acordo de Conacri, depois de ter prolongado em fevereiro o mandato da UNIOGBIS (Gabinete Integrado da ONU para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau) por mais um ano.

Delfim Silva disse também ao Conselho de Segurança que 18 meses depois da assinatura do Acordo de Conacri foi nomeado um primeiro-ministro de consenso e um Governo inclusivo no país.

Salientando que o “maior desafio” do Governo é organizar as legislativas de 18 de novembro, o representante insistiu que “não basta” realizar boas eleições para “haver automaticamente” estabilidade institucional.

Delfim Silva felicitou também a nomeação, no início de maio, do brasileiro José Viegas Filho para representante especial do secretário-geral da ONU, António Guterres, na Guiné-Bissau, considerando que é uma “esperança renovada para o país”.

Publicidade