A reunião decorre no Níger, um dos principais países de trânsito de migrantes africanos com destino à Europa, e em cima da mesa está a “exigência comum” dos dois continentes de combater as redes de tráfico, com maior coordenação conjunta.

Antes do início da reunião, o ministro do Interior francês, Gérard Collomb, alertou para a necessidade de uma ação “mais próxima dos países de origem e de trânsito de migrantes”, “temas chave” na luta contra a emigração ilegal e que há muito estão em cima da mesa das discussões e sem progressos aparentes.

Subordinada ao tema “Conferência sobre a Coordenação para a Luta contra o Tráfico de Migrantes”, a reunião conta com representantes de nove países da região (Níger, Chade, Mali, Burkina Faso, Mauritânia, Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Senegal e Líbia) e quatro europeus (Alemanha, Itália, Espanha e França), bem como a União Europeia (UE).

“A eficácia poderá melhorar significativamente através de uma boa cooperação na área da segurança, a nível nacional e regional, entre os países de origem e de trânsito”, sublinhou, na abertura dos trabalhos, o ministro do Interior nigerino, Mohamed Bazoum.

Nesse sentido, o projeto de declaração final da reunião que termina ao final da tarde de hoje, defende o reforço das legislações nacionais, aumentando a repressão penal sobre os traficantes, a criação de equipas de investigação conjuntas e a cooperação entre os países africanos europeus, a nível policial e judiciário.

As medidas enquadram-se na linha das duas cimeiras UE/África realizadas em 2017 — em agosto em Paris e em novembro em Abidjan -, em que foi acentuada a necessidade de uma maior formação das forças de polícia e judiciárias, apoios ao controlo de fronteiras e a criação de ficheiros individualizados dos cidadãos que as cruzam.

Por outro lado, a conferência também se insere no âmbito da lógica dos “pactos migratórios” definidos na cimeira de La Valeta, Malta, em 2015, em que foi delineada uma estratégia europeia para ajudar os países africanos a combater a imigração ilegal.

Todos estes projetos, afirmou o governante nigerino, precisam de um “vasto envolvimento europeu”, pelo m dos desafios é garantir apoio financeiro para que os países africanos modernizem os centros de identificação nacionais, de forma a que todos os cidadãos disponham de documentos oficiais.

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