O presidente do parlamento são-tomense, José Diogo manifestou esta segunda-feira o desejo do seu país em participar no ensino da língua portuguesa na Guiné Equatorial, no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“São Tomé e Príncipe está disponível para qualquer tipo de apoio e contribuições nesse sentido, considerando, sobretudo, os laços históricos e de irmandade que nos unem desde os tempos remotos da nossa existência”, disse o presidente do parlamento são-tomense neste dia na abertura, na capital deste país, dos trabalhos da 3.ª Comissão da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (AP-CPLP).

José Diogo evocou para o efeito “as proximidades geográficas” entre os dois países e lançou um desafio às instituições e governos dos dois países para analisarem essa possibilidade.

O presidente do parlamento são-tomense sublinhou ainda as boas relações de cooperação e de amizade existentes, como fator também para “promover uma estreita parceria especifica neste domínio, seja através do Ministério da Educação ou diretamente com as instituições afins, nomeadamente a universidade de São Tomé e Príncipe”.

A 3.ª Comissão da AP-CPLP, cujos trabalhos decorrem neste dia e terça-feira no Palácio dos Congressos, na capital são-tomense, com a participação de delegados de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, discute questões relacionadas com a língua, educação, ciência e cultura.

O evento, que decorre com a ausência das delegações da Guiné-Bissau e Timor-Leste, propõe abordar o ensino do estudo de português à distância, com recursos a novas tecnologias de informação, no âmbito do Programa Pessoa, que integra a mobilidade, ciência e desenvolvimento.

O representante do Brasil no evento recordou a experiência de Portugal nessa matéria. “A este propósito quero saudar o trabalho de fundo realizado pelo Instituto Camões que disponibiliza uma oferta na área do ensino e estudos de língua portuguesa à distância, por intermédio de uma plataforma tecnológica em contexto ‘Web’, que possibilita a aprendizagem da língua em qualquer parte do mundo”, explicou Carlos Gonçalves.

O dirigente brasileiro explicou ainda que o “Programa Pessoa — Mobilidade, Ciência e Desenvolvimento” é dirigido a estudantes de universidades e instituições do ensino superior dos Estados membros da CPLP.

“Trata-se de um programa de mobilidade de estudantes do ensino superior dos Estados membros, que permite a um estudante, inscrito numa instituição de ensino superior de um país da CPLP, desenvolver uma parte do seu ciclo de estudos durante um determinado período de tempo numa instituição de ensino superior ou equivalente de outro país, beneficiando para isso de uma bolsa de estudos atribuída pela CPLP”, explicou Carlos Gonçalves.

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