“O Semae, em vários encontros tidos com a direção-geral da empresa sempre alertou para a necessidade de se proceder às referidas manutenções, o que não aconteceu em tempo útil”, acusou o sindicato, em comunicado lido pelo seu representante, João Batista.

João Batista referiu que os grupos geradores, “de acordo com as normas, necessariamente e em tempo útil, precisam de manutenção em função das horas de funcionamento”.

Por isso, acrescentou, os técnicos da empresa, “sobretudo do departamento de manutenção, produziram vários relatórios referentes ao estado dos grupos de geradores no sentido de se proceder às devidas manutenções, diligências que também não foram tomadas em consideração”.

“A verdade, porem, é que os grupos trabalharam para além das horas previstas e as peças acabaram por se danificar, exigindo assim uma intervenção de fundo e mais demorada”, acrescentou o sindicato dos trabalhadores da Emae.

Os técnicos da empresa distanciaram-se da responsabilidade sobre a crise energética que o país atravessa.

No comunicado, João Batista lamentou “os ataques” que os trabalhadores da empresa têm sofrido “no exercício das suas funções” no terreno, “colocando em risco a integridade física dos profissionais”.

Há cerca de duas semanas, o ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente são-tomense, Carlos Vila Nova, pediu compreensão aos cidadãos, prometendo “ir melhorando paulatinamente” a normalização no abastecimento de energia elétrica no país.

Reconheceu que a falha constante e prolongada no abastecimento de luz elétrica “mexe com as pessoas e com o setor produtivo”, que considerou como “situações desagradáveis”.

O comunicado do sindicato dos trabalhadores da Emae desmente suspeitas levantadas pelo Governo de que independentemente da falta de manutenção dos vários grupos geradores, tenha havido atos de sabotagem na empresa.

Carlos Vila Nova, na última declaração feita a jornalistas sobre os apagões constantes e demorados, referiu-se a “pedaços de roupa” encontrados num dos grupos geradores em manutenção e desabamento de postes de alta tensão como atos que, considerou, “não são casuais”.

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