Abraão Vicente fez o anúncio durante o seu discurso inicial do debate parlamentar sobre políticas do Governo na área da Cultura e da Comunicação Social.

A tabanka tem estado a ser alvo de um inventário com vista à sua classificação como património nacional e, posteriormente, da humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

Segundo o levantamento já efetuado, existem grupos de tabanka nas ilhas de Santiago (três na cidade da Praia, dez em Santa Catarina e um em Santa Cruz) e do Maio (dois). Existiam muitos mais que, entretanto, acabaram.

Considerada uma festividade única, característica de Cabo Verde, a tabanka inclui manifestações musicais em que o tambor, a corneta e os búzios são protagonistas. Em relação ao búzio, este é retirado do mar e tratado devidamente para a música.

Em abril do ano passado, o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde assumiu um compromisso com 15 grupos de tabanka da ilha de Santiago e da ilha do Maio, num valor de três milhões de escudos (cerca de 27.300 euros), a ser utilizado na restituição de alguns instrumentos e trajes.

O compromisso visa a salvaguarda da tabanka, a sua dinamização e revitalização e o seu objetivo final é garantir a sustentabilidade deste movimento cultural, e colocá-lo no mapa turístico do país.

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