Tancos: Marcelo Rebelo de Sousa quer investigação exaustiva ao roubo de material de guerra

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu uma investigação exaustiva ao caso do roubo de material de guerra da base militar de Tancos, conhecido na semana passada.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava depois da inauguração de um novo edifício do Hospital de Sant’ana, na Parede, concelho de Cascais, disse querer uma “investigação que apure tudo” e que vá “até ao fim em matéria de factos e responsabilidades”.

Disse, também, ser necessário apurar se o roubo de material de guerra em Portugal tem relação com casos idênticos ocorridos em outros países da NATO.

Na semana passada, foi conhecida o desaparecimento de material de guerra do paiol da base militar de Tancos.

A 1 de julho, o exército revelou que entre o material de guerra roubado estão “granadas foguete anticarro”, granadas de gás lacrimogénio e explosivos, mas não divulgou quantidades.

O jornal “El Español” divulgou, a 2 de julho, uma alegada lista do material roubado, em que são referidos 44 lança-granadas-foguete descartáveis M72 LAW, 150 granadas de mão ofensivas, 1.450 munições de calibre 9 milímetros, 18 granadas de gás lacrimogéneo e diverso material explosivo e material para ativação dos explosivos.

Na visita ao hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Presidente a República disse, ainda, que é necessário “prevenir”, para que não se repitam situações idênticas.

O ministro da Defesa, Azeredo Lopes, afirmou que assume a “responsabilidade política” após o furto de material de guerra em Tancos, pelo “simples facto de estar em funções”.

O chefe do Estado Maior do Exército, general Rovisco Duarte, afirmou que a instituição militar foi atingida no seu “orgulho e prestígio” e que uma demissão não lhe “passa minimamente pela cabeça”.

Na sequência do roubo, decidiu exonerar cinco comandantes de unidades relacionadas com a base de Tancos.

Nas entrevistas que deu, Rovisco Duarte disse que o roubo foi feito de noite ou de madrugada, admitiu que terá havido “informação interna”, mas afirmou que estes roubos “podem acontecer em qualquer país e em qualquer Exército, desde que haja vontades e capacidades”.

O CEME disse que, além da investigação conduzida pela Polícia Judiciária Militar e pela Polícia Judiciária, vai decorrer um inquérito no Exército para apuramento de eventuais responsabilidades.

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