Os primeiros 35 lugares da lista da Aliança de Mudança para o Progresso (AMP) são distribuídos pelos três partidos de uma forma idêntica aquela que as forças políticas ocupam no Parlamento Nacional, como explicou hoje Xanana Gusmão, presidente do Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT) e que lidera a lista de candidatos.

O número dois é Taur Matan Ruak, presidente do Partido Libertação Popular (PLP) e o três é Armanda Berta dos Santos, presidente do Kmanek Haburas Unidade Nacional Timor Oan (KHUNTO), seguindo-se 21 deputados do CNRT sete do PLP e quatro do KHUNTO.

Xanana Gusmão explicou à Lusa que a lista tem “essencialmente duas partes”, com os primeiros 35 lugares a serem divididos entre os três partidos de forma idêntica à divisão no Parlamento Nacional: 22 do CNRT, oito do PLP e cinco do KHUNTO.

O alinhamento dos primeiros 35 deputados foi determinado, em conjunto, pela direção dos três partidos, sendo que alguns deputados do atual parlamento, dos três partidos, estão fora deste primeiro grupo.

Depois, entre o número 36 e 90 a divisão é “ajustada”, com o CNRT a ter 19 lugares e o PLP e o KHUNTO 18 cada, distribuídos de forma “equitativa”.

A lista obedece ainda à obrigatoriedade de quotas, com pelo menos uma mulher a cada dois homens.

“Eu quando li a lista não falei sequer dos três partidos. Agora não vamos como partidos, vamos todos como AMP”, referiu Xanana Gusmão.

A lista foi dada a conhecer hoje numa cerimónia na sede do CNRT, onde funciona a sede da AMP, que começou mais de cinco horas depois do previsto, com a liderança partidária a ultimar alguns aspetos do processo.

“Uma lista única, com gente que tem a oportunidade de servir a nação e o povo. Uma lista que apresentamos hoje ao povo”, disse Xanana Gusmão.

Uma resposta “nova” dada em conjunto pelos três partidos que está “juntos” na nova fase afirmou o presidente do CNRT, que leu hoje a lista dos candidatos.

“É a primeira vez neste processo histórico, processo político que começou em 2002 que temos a coligação AMP, uma coligação a três. Isso significa que o povo, a sociedade, os partidos, começa a perceber que o processo exige uma nova resposta”, afirmou Xanana Gusmão falando para militantes dos três partidos.

O líder da AMP aproveitou para deixar um apelo aos quadros e militantes da coligação para que comecem desde já “a trabalhar desde o nível nacional até á base”, insistindo para que não façam ameaças, “não comprem votos” e não tenham “comportamentos baixos”.

Questionado pela Lusa sobre o programa da AMP, Xanana Gusmão disse que durante os últimos seis meses os quadros dos três partidos têm vindo a trabalhar “além do trabalho no Parlamento Nacional” para fechar o programa.

“Foi magnífico, foi um bom exercício dos quadros dos três partidos, para começar a pensar. Temos comissões que estão a fazer esse trabalho preparativo e começamos a ter um entendimento comum dos vários programas, para Timor e para o povo”, afirmou.

“O entendimento comum vai de certeza produzir um consenso e ajustamentos”, sublinhou.

A campanha para as eleições antecipadas de 12 de maio decorre entre 10 de abril e 08 de maio.

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