“O estabelecimento da ZLEC é uma prioridade política essencial para a liderança da União Africana. É também um projeto emblemático da Agenda 2063” da organização, lembrou hoje Hope Tumukunde Gasatura, presidente do Comité Representativo Permanente, num comunicado lido por um porta-voz no início dos trabalhos.

A responsável considerou que “a ZLEC não é apenas sobre a liberalização comercial, é mais um reflexo político do compromisso de encontrar soluções conjuntas para os problemas de África”.

“Sem a ZLEC a retórica da integração económica e da unidade africana continuará vazia e prejudicará a nossa credibilidade aos olhos dos nossos cidadãos, que gostariam de ver benefícios tangíveis do processo”, assinalou Hope Tumukunde Gasatura.

A UA espera que o acordo fortaleça a posição de África nos mercados internacionais, em termos de igualdade com outros blocos.

Ao anunciar a cimeira, a UA considerou que “a progressiva liberalização do mercado de África nos próximos anos significará novas oportunidades para as empresas africanas competirem e cooperarem”, mas advertiu que “o êxito da ZLEC dependerá de uma estreita colaboração entre os legisladores e o setor privado”.

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