O vice-primeiro-ministro, Olavo Correia, defendeu hoje que o país tem que preparar os jovens e dotá-los de instrumentos para se inserirem no mundo e que a narrativa do futuro são as tecnologias para melhor servir as pessoas.

“Não há nenhum país que se desenvolve sem jovens empreendedores”, precisou o governante, acrescentando que estes são gente que “inova, empreende, corre risco, que olha para o mundo e aproveita as oportunidades”.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças fez essas considerações numa cerimónia de despedida de dois jovens voluntários cabo-verdianos que partiram hoje com destino a São Tomé e Príncipe, onde vão permanecer durante seis meses a trabalhar no Instituto Nacional de Segurança Social.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração (PCA) do Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI), António Fernandes, explicou à imprensa os jovens Yasmin Mártir e Evandro Martins vão a São Tomé e Príncipe no quadro da cooperação com este país lusófono, onde vão ficar a cargo da chamada família de acolhimento.

“O objetivo é o de deixarem de ser voluntários para serem empresários nos mercados dos países para onde vão”, indicou António Fernandes, referindo-se, por exemplo, a estados da Comunidade para o Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) e outros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Segundo António Fernandes, estes dois primeiros voluntários vão abrir caminhos para os próximos que se seguirão.

A Guiné-Bissau, de acordo com o PCA do NOSI, devia ser o primeiro país a receber os voluntários desta instituição, mas tal não aconteceu por causa de alguma instabilidade política nesse país vizinho da CEDEAO e, por isso, optou-se por São Tomé e Príncipe e, neste momento, já se está a negociar com Moçambique.

“O próprio Senegal está interessado”, revelou para depois ressaltar que lá onde existe diáspora cabo-verdiana que possa servir de família de acolhimento o NOSI tentará inserir os jovens nos mercados desses países.

Para António Fernandes, trata-se de jovens engenheiros “bem formados” que já passaram por todos os estágios do NOSI e se não encontrarem espaço em Cabo Verde a instituição que dirige “tem a obrigação” de procurar o mercado para os inserir.

Inicialmente, eram cinco jovens que deviam seguir para São Tomé e Príncipe, mas desistiram porque, notou António Fernandes, o programa é “duro e exigente” e muitos podem não sentir aquela coragem necessária para o enfrentar.

Os dois jovens que seguiram para aquele país perto da linha do equador, na hora da partida, não esconderam a sua satisfação.

“O nosso objectivo é o de implementar um sistema no INSS (Instituto Nacional de Segurança Social) de São Tomé e Príncipe”, admitiu Evandro Martins, que garante terem tido uma “formação intensiva” no IGRPWEB, ferramenta com a qual vão trabalhar.

A espectativa de Yasmin Mártir é representar condignamente o NOSI e adquirir “mais conhecimentos” e promete, juntamente com o seu colega, “dar o máximo” para atingir os seus objectivos, os quais consistem em ajudar o INSS a melhorar os seus serviços a nível tecnológico.

Os dois vão no quadro do programa TICSEED, desenhado pelo NOSi Akademia, que visa a inserção de jovens cabo-verdianos no mercado das tecnologias de países da CEDEAO e da CPLP.

Os jovens que concluem o Programa de Estágio do NOSI Akademia e, que, voluntariamente se candidatam ao programa, passam por um período de formação no IGRPWEB, a principal plataforma Cloud do NOSi e depois são enviados para os países alvo.

Durante a estadia prevista de seis meses, o NOSi Akademia garante uma renumeração de 100 dólares mensais para os voluntários e 100 para a família de acolhimento e toda a logística da viagem dos TICSEEDs até ao país de destino, bem como os equipamentos necessários para execução do trabalho profissional.

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