Para marcar presença na maior cimeira africana das nações, os hendecacampeões africanos jogam o apuramento integrados no grupo “B”, ao lado do Senegal – cabeça-de-série, e Moçambique. A estas juntar-se-á o vencedor da zona cinco, a ser conhecido em Janeiro, após a disputa de cinco torneios de pré-qualificação.

Isentas da etapa de qualificação estão, no Grupo A: Tunísia, República Centro Africana (RCA), República Democrática do Congo (RDC), e os primeiros classificados das zonas seis e sete.

No C estão Camarões, Costa do Marfim, Guiné, e é aguardado o campeão da zona quatro. O D é integrado pela Nigéria, Mali, Ruanda, que aguardam pelos líderes das zonas um e dois.

Do E constam Marrocos, Egito, Uganda, e está reservada uma vaga para o vencedor da zona três. As seleções já emparelhadas estão nesta condição por terem disputado o último Afrobasket´2017, numa organização conjunta do Senegal e Tunísia. Em cada grupo, as equipas disputarão dois torneios em três janelas internacionais. O arranque dá-se com as séries A, C e E, cujos jogos acontecem de 17 a 25 de Fevereiro do próximo ano. Os integrantes dos outros dois grupos dão início às respetivas campanhas de 23 de Novembro a 1 de Dezembro. Os locais de disputa das janelas ainda não foram determinados pelo comité de competições da FIBA-África.

A fase final, a ser jogada em simultâneo pelas 20 seleções, está marcada para o período de 15 a 23 de Fevereiro de 2021. As três primeiras de cada grupo qualificam-se automaticamente para a prova ruandesa.

A Tunísia é a detentora do título após vitória na final, por 77-65, sobre a Nigéria.Com aquela conquista, no último campeonato com o anterior molde de competição (qualificação direta dos três primeiros classificados para Mundiais, e do campeão para os Jogos Olímpicos), os tunisinos, campeões inéditos em 2011, na cidade de Antananarivo, Madagáscar, igualaram, no palmarés liderado por Angola (11 taças), as congéneres da República Centro Africana (RCA) e da Costa Marfim, todas com dois troféus.

Prova de má memória

Orientada por Manuel Silva “Gi”, a última edição do africano das nações, foi de má memória para Angola, ao ter ocupado a sétima posição.

O percurso dourado granjeado pela Seleção Nacional, por África e pelo Mundo, à custa da conquista de 11 medalhas de ouro, nunca tinha consentido tamanho revés nas últimas 17 edições do Afrobasket.
Trinta e quatro anos depois de marcar a primeira presença no pódio, onde exibiu, em 1983, a medalha de prata, o “cinco nacional” ficou arredado de jogar as meias-finais, ao perder por 57-66, ante o Senegal, nos quartos.

Ao serviço da seleção sagraram-se campeões, Mário Palma (4), Victorino Cunha (3),Wlademiro Romero (1), Alberto de Carvalho “Ginguba” (1), Luís Magalhães (1) e Paulo Macedo (1).

Publicidade