“Não havia qualquer projecto com este cariz, realmente dedicado a estes dois mundos, com foco nas línguas portuguesa e chinesa, mas também capaz de olhar para os outros espaços em volta, no continente asiático”, disse à Lusa Hélder Beja.

“É uma agência literária que tem como desígnio aproximar os autores dos países de língua portuguesa deste continente (asiático), bem como levar alguns escritores asiáticos, incluindo escritores de Macau, até Portugal, ao Brasil e a outras paragens”, explicou.

A Capítulo Oriental conta até ao momento com mais de 60 autores de Portugal, Moçambique, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, China continental, Hong Kong, Taiwan, Índia, Filipinas, Tailândia, Singapura, Malásia, Coreia do Sul e Austrália.

Um dos focos desta agência é a tradução. “Sabemos, todos nós, que traduções para outros idiomas são processos complexos, que não acontecem de um dia para o outro, mas julgo que há muito potencial para dar a conhecer a literatura de língua portuguesa por aqui, bem como fazer o oposto com autores não só chineses, mas tailandeses, da Malásia, das Filipinas, Singapura e outros países com os quais vamos trabalhar”, sublinhou Hélder Beja.

“Os autores asiáticos que representamos têm mostrado grande interesse em serem publicados em língua portuguesa”, acrescentou o antigo diretor de programação do Festival Literário de Macau-Rota das Letras, cargo que deixou no ano passado.

A Capítulo Oriental pretende ainda fazer parcerias “com as instituições locais que ensinam línguas, com parceiros da China Continental, mas também com instituições relevantes de Portugal, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e outros países de língua portuguesa”, adiantou o diretor da agência, que pretende também promover os seus autores em festivais e feiras do livro e eventos multilingues em Macau.

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