A Agenda Cabo Verde Digital , aprovada pelo Governo com base numa “nova visão nacional” para a banda larga e que aposta no dividendo digital e nos complementos analógicos transformando o país num Centro Digital, vai ser concretizado em 2020.

A informação é do gabinete do Governo, num comunicado que revela ainda que o projeto, avaliado em cerca de 35 milhões de Euros, financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e com contrapartida do Estado de Cabo Verde em cerca 4 milhões de Euros, é a visão do arquipélago como um Centro das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) preconizada para a IX Legislatura.

O projeto, segundo o documento, tem como objetivo contribuir para a diversificação económica e alavancar tecnologias digitais articuladas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável (PEDS) para o período 2018-2030 para sectores como saúde, educação, transporte, e um “acelerador eficaz” no sector de turismo.

O PEDS, segundo o mesmo documento, inclui três pilares estratégicos para alcançar a visão de um Hub ICT: Conectividade; Desenvolvimento de Capacidades e Plataforma de Serviços.

A Agenda Digital, salienta a nota, visa contribuir para a transformação do país num centro digital com o propósito de acelerar a economia digital, por meio de uma infraestrutura digital aprimorada, da demanda reforçada de serviços e habilidades digitais para melhorar a competitividade.

A execução desta agenda, ajunta o documento, vai ser co-financiada pelos fundos do Banco Mundial, no valor de 30 milhões de dólares, durante 5 anos, e está estruturada em quatro grandes pilares.

O primeiro refere-se aos “fundamentos e reformas do ecossistema digital”, no valor de 6 milhões de dólares, e prevê componentes políticas, regulamentos e governança digital de TIC perspetivados no valor de 1 milhão de dólares e pré-requisitos digitais “dignos” de confiança, como a segurança cibernética e governança de dados na qual recai um orçamento de 2 milhões de dólares.

O documento explica a capacitação de funcionários do governo vai custar 0,5 milhão de dólares, o apoio na implementação da reestruturação do NOSI cerca de 1,5 milhão de dólares e inovação/liberação de frequências e criação de sandboxes de regulamentos o valor de 1 milhão de dólares.

Ainda de acordo com o governo, para se alavancar a Agenda Cabo Verde Digital deve ser aprimorada a conectividade digital (10 milhões de dólares), o segundo grande pilar, em que serão materializadas as componentes para a implantação 5G (2 milhões de dólares), habilidades digitais para a força de trabalho futura (WebLab 2) no valor de 5 milhões de dólares e compra de capacidade para educação digital (3 milhões de dólares).

“Cabo Verde como Plataforma Digital”, o terceiro pilar do projeto, vai custar 12 milhões de dólares, sendo que esta será parcelada em componentes que visa aprimorar o mercado digital de serviços governamentais (9 milhões de dólares), porta de dados neutra (fluxo de dados transfronteiriço) para monetizar a capacidade da nuvem no valor de 1 milhão de dólares e Ecossistema de Inovação de Cabo Verde com o montante de 2 milhões de dólares.

O último pilar, denominado “Gerenciamento de Projetos”, vai custar cerca de 2 milhões de dólares, e vão ser desembolsados no mês de Maio de 2020.

É de lembrar que enquadrado na estratégia da Agenda Digital, o Governo criou as Zonas Económicas Especiais para Tecnologias (ZEET), que situar-se-ão no Parque Tecnológico de Cabo Verde, incluindo os pólos e zonas contíguas do “Castelon Vale” na Praia e do “Julion Vale” em Mindelo.

O Parque Tecnológico de Cabo Verde comporta a construção de centros de negócios, de incubação, de certificação e formação, edifício administrativo, auditório cívico, Data Center, com polos na Praia e no Mindelo.

O projeto do Parque Tecnológico de Cabo Verde, ainda em construção e cuja conclusão está prevista para meados de 2020, está avaliado em cerca de 35 milhões de Euros, e é financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), mais a contrapartida do Estado de Cabo Verde em cerca 4 milhões de Euros.

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