Syed Abdul Rahman, responsável da Air Timor em Díli, explicou à Lusa que haverá dois voos semanais, às quintas-feiras e aos domingos, e que os preços dos bilhetes rondaram os 200 dólares (181 euros) mais taxas por trajeto.

“Contamos ter os bilhetes disponíveis à venda a partir da meia-noite de hoje”, referiu.

Com a reabertura dos voos para Singapura, Timor-Leste passa a ter o seu maior número de rotas internacionais aéreas de sempre com voos diários para Darwin e Bali, duas vezes por semana para Singapura e três vezes por semana para Kupang, na metade indonésia da ilha.

A recuperação do voo ocorre sete meses depois da ligação entre os dois países ter sido interrompida, após a Singapore Airlines ter recusado renovar o contrato de charter para a ligação aérea.

Oficialmente, a Singapore Airlines justifica a decisão de não renovar o contrato, que termina em 31 de março, devido a um processo de reintegração da SilkAir na empresa mãe e à expansão dos serviços regulares na sua própria rede.

A decisão surgiu, porém, depois de um longo processo de incerteza, que se arrastava desde o final do ano passado, sobre o próprio estatuto da Air Timor, com indecisão sobre a licença atribuída à empresa pelo Serviço de Verificação Empresarial (SERVE).

O Drukair Singapore é desde 2012 a hub regional da Drukair, empresa que pertence à Royal Bhutan Airlines.

A empresa tem atualmente quatro aviões em funcionamento e dois outros esperados ainda este ano.

AS ligações a Timor-Leste deverão ser efetuadas num Airbus A319s, numa parceira no modelo de “wet lease”, que implica aluguer de aviões com tripulação, manutenção e seguros.

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