Ainda antes de se conhecerem os resultados oficiais, mas pouco depois de ser finalizada a contagem dos votos nas dez mesas eleitorais, começaram a ser ouvidos, no exterior do pavilhão onde os cerca de mil delegados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) escolheram hoje um novo líder, apitos e buzinas.

Centenas de apoiantes do candidato apontado como vencedor celebravam, assim, de forma efusiva e em festa, gritando por “Adalberto” e por “Angola”.

“A confirmarem-se os resultados é um sinal claro de mudança na UNITA”, disse Pedro Panzina, português, que se deslocou ao congresso como convidado da UNITA, “expressamente para viver a lição de democracia e de civismo que a UNITA deu nestes três dias”.

Assumindo que, se fosse da UNITA, votaria em Adalberto da Costa Júnior, com quem conviveu de perto durante os tempos em que o dirigente da UNITA viveu no Porto, Pedro Panzina salientou que mais importante do que os candidatos são “os amigos” com que conta no partido do “Galo Negro”.

O convidado da UNITA indicou também que este é também um sinal de abertura da UNITA à sociedade civil, destacando a “excelente imagem” do atual líder da bancada parlamentar do principal partido da oposição angolano junto dos eleitores.

Pelas 20:00 locais (menos uma hora em Lisboa), com a banda a tocar e de novo com a sala arrumada, o pavilhão ecoou ao som de “o nosso Galo voa”, o lema da UNITA, enquanto muitos militantes aguardam já sentados e expectantes pelo anúncio dos resultados oficiais.

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