A visita de Estado da chanceler alemã Angela Merkel a Angola acontece numa altura em que cresce o ataque contra os direitos humanos, incluindo o direito à liberdade de expressão, associação e reunião pacífica no país”, disse o diretor da AI para a África Austral, Deprose Muchena, citado num comunicado.

A organização não-governamental de defesa dos direitos humanos aponta em particular os casos das detenções de 18 ativistas que queriam protestar contra os atrasos no pacote autárquico, que foram libertados sem acusação algumas horas mais tarde, e dos milhares de pastores do sul de Angola que estão a ser expulsos das suas terras tradicionais.

“As questões dos direitos humanos e a melhoria da situação dos direitos humanos em Angola devem estar no topo da agenda da chanceler Merkel e do presidente João Lourenço, quando se encontrarem em Luanda”, salientou o responsável da AI.

A chanceler alemã, Angela Merkel, visita oficialmente Angola a 07 de fevereiro, naquela que será a sua segunda deslocação ao país e que tem como objetivo aprofundar as relações bilaterais.

A primeira visita ocorreu no ano de 2011, ocasião em que foi acordada uma parceria alargada entre os dois países.

João Lourenço visitou a Alemanha em agosto de 2018 e voltou a encontrar-se com a chanceler Merkel em Nova Iorque, no mês de setembro.

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