Sem o conhecimento dos utilizadores, as apps estavam ligadas a um esquema de anúncios fraudulentos. No total, as aplicações contabilizavam mais de oito milhões de downloads. À primeira vista, pareciam apenas aplicações para fotografia ou edição de fotos – mas não era bem assim.

Na realidade, tudo não passava de uma capa para instalar adware no smartphone dos utilizadores. Habitualmente, as apps que fazem parte deste tipo de esquemas para gerar dinheiro, através da visualização de anúncios, são mais fáceis de detetar.

Os especialistas ligados a esta investigação explicam que “além de apresentarem anúncios bastante difíceis de fechar, usavam ainda técnicas para evitar que fossem detetadas”. De acordo com a investigação, as aplicações mantinham um registo de quando eram instaladas e permaneciam discretas durante uma hora e meia. Depois disso, a aplicação esconderia o ícone e criava um atalho no ecrã do utilizador, sem conhecimento do utilizador.

Mais ou menos incógnita, eram depois apresentados anúncios de ecrã inteiro ao utilizador.

Entretanto, as aplicações já foram removidas da loja de apps da Google, mas a lista incluía a Super Selfie Camera, One Stroke Line Puzzle ou a Cos Camera. A Trend Micro disponibiliza a lista completa neste documento.

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