A Angop noticiou, citando uma nota de imprensa da Embaixada de Angola na Itália, que a proposta foi apresentada pelo Comité Diretor do Fundo Fiduciário na 22ª Reunião, realizada sexta-feira, na sede da FAO, em Roma, orientada pela embaixadora Maria de Fátima Jardim.
A realização do encontro em Angola, apoiada por todos os membros, visa mobilizar recursos dos parceiros de desenvolvimento, incluindo países não africanos, para projetos de combate à fome e à pobreza no continente.

Desde a sua instituição, em 2012, 41 países já beneficiaram da ajuda do Fundo, que arrancou com um montante global de 40 milhões de dólares, sendo Angola e a Guiné Equatorial os principais contribuintes.
Criado na Conferência Regional da FAO para África, realizada em Brazzaville, o Fundo é um mecanismo de financiamento que reúne recursos das economias mais fortes para apoiar as iniciativas nacionais e regionais, para a redução da fome em África.

A 22ª Reunião do Comité Diretor aprovou o relatório dos resultados da mesa redonda realizada em Junho passado em Malabo, Guiné Equatorial, para a recapitalização do Fundo, cujos anúncios de contribuição totalizaram cerca de 25 milhões de dólares.

Foi feito um apelo aos países contribuintes, no sentido de disponibilizarem, nos próximos tempos, os valores anunciados, para que se possa dar início ao novo ciclo de implementação dos projetos. Os países em referência são Angola, Guiné Equatorial, China, França, eSwatini (ex-Swazilândia) e Zimbabwe.

O Comité Director aprovou, igualmente, um documento sobre o Mecanismo de Governança da Fase II do Fundo, no período de 2019 a 2025, que permite a participação de doadores como a sociedade civil, sector privado e bancos de desenvolvimento.

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