O potencial de Angola naqueles minérios foi hoje apresentado pelo secretário de Estado para a Geologia e Minas do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleos de Angola, Jânio Victor, quando discursava na Assembleia-geral de Operadores Europeus e Internacionais de Rochas Ornamentais, que decorre naquela cidade italiana.

No evento, realizado à margem da feira de rochas ornamentais, MARMOMAC 2018, que também decorre em Verona, desde quarta-feira até sábado, o governante angolano, que chefia uma delegação de mais de duas dezenas de empresários do ramo, disse que Angola vive um processo de melhorar a credibilidade das suas instituições, o que inclui a mudança do ambiente de negócios.

Segundo o governante angolano, Angola tem um grande potencial em rochas ornamentais, salientando que, apesar de desconhecidas, as reservas de mármore no Namibe apontam, segundo estudos preliminares, para a viabilidade da sua exploração para comercialização.

Jânio Victor informou que também que as reservas de granito nas províncias da Huíla e Cunene são “virtualmente ilimitadas”, assim como as de calcário no Cuanza Sul.

“As reservas aproximadas de blocos de pedras em 20 das áreas mais importantes foram avaliadas em 1.180 milhões de metros cúbicos”, avançou.

Sobre a capacidade instalada nessas regiões do país, o secretário de Estado para a Geologia e Minas frisou que, na Huíla, estão registadas 11 médias e grandes empresas de extração e transformação de granitos pretos.

Recentemente, a extração de granito azul foi registada numa mina próxima do município da Chibia, na Huíla.

No Namibe, existem 13 empresas do setor da indústria extrativa, das quais apenas dez se encontram ativas, licenciadas nos últimos cinco anos.

O secretário para a Geologia e Minas sublinhou que a Huíla tem tradição na exportação de granito, que vem aumentando nos últimos anos, apesar da forte concorrência de países como a China, Índia, Brasil, África do Sul e Zimbabué.

“O Governo angolano tem feito um esforço significativo para melhorar o ambiente de negócios, tendo empreendido uma série de reformas. Entre elas são a revisão da lei do investimento privado, a criação do Guia Único Empresarial, uma iniciativa concreta para fomentar o empreendedorismo”, informou Jânio Victor, enumerando igualmente outras medidas.

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