“Nós apoiaremos a decisão desde que não contrarie as metas de produção previsionais de Angola”, disse o ministro Diamantino Azevedo, à entrada para a reunião da OPEP, hoje em Viena.

“O melhor cenário para Angola é o que, em principio, atenda também de uma forma global aos interesses dos produtores, porque este é um negocio global e não podemos cingir-nos simplesmente aos interesses só nossos, que não estejam alinhados com os interesses de todo os produtores”, acrescentou o governante.

“A variável preço do barril é exógena, nós não temos uma influência sobre esta variável, pelo que temos de estar sempre bem alinhados com os restantes produtores desta commodity [matéria prima]”, concluiu.

Na reunião de dezembro do ano passado, a OPEP fixou o limite da produção de petróleo de Angola em 1,4 milhões de barris diários, mas o segundo maior produtor de petróleo na África subsaariana tem produzido cerca de 1,3 milhões de barris por dia, pelo que um eventual corte adicional, desde que num máximo de 100 mil barris diários para Angola, seria relativamente fácil de acomodar.

A imprensa especializada tem dado conta que o cenário mais provável é o de cortes adicionais na produção, na ordem dos 400 mil barris, que seriam distribuídos pelos 14 membros permanentes da OPEP, juntamente com outros liderados pela Rússia.

A reunião dos produtores de petróleo começa hoje em Viena e prolonga-se até sexta-feira, sendo previsível que no final haja um anúncio formal sobre a decisão de manter os cortes definidos até março de 2020, ou aprofundar os cortes à produção.

A OPEP é composta pela Argélia, Angola, Equador, Guiné Equatorial, Gabão, Irão, Iraque, Kuwait, Líbia, Nigéria, República do Congo, Emirados Árabes Unidos, Venezuela e Arábia Saudita, que atua, de facto, como líder do cartel.

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