O FestiKongo, de acordo com Maria da Piedade de Jesus, que falava no colóquio científico internacional sobre o Reino do Kongo, que decorreu terça e quarta-feira em Brazzaville, foi concebido como uma vitrina para a exposição de toda a riqueza e diversidade cultural dos povos kongo.

Maria da Piedade de Jesus destacou a necessidade de um esforço conjunto  das autoridades políticas, peritos,  gestores dos diferentes sítios do antigo Reino do Kongo, dos povos kongo e toda a humanidade para a manutenção dos atributos do valor universal excepcional do sítio, cujo desafio é o reforço do diálogo intercultural entre os povos kongo.
Avançou que o objectivo é promover uma cultura de paz e harmonia social e, sobretudo, melhorar as condições de vida das populações locais.

Para a secretária de Estado da Cultura, a  história do antigo Reino do Kongo, assim como certos aspectos da sua organização sociopolítica e económica não são ainda totalmente conhecidos, embora  existam estudos feitos sobre o Reino do Kongo, factor que limita o conhecimento das riquezas e diversidade cultural deste importante reino fundando no século XIII, pelo rei Nimi a Lukeni.

É na dinâmica da procura das respostas e soluções adequadas a essa profunda problemática cultural, reforçou a responsável, que o Governo angolano, em colaboração com outros países que partilham o espaço do antigo Reino do Kongo e parceiros como a

Unesco e o Fundo para o Património Mundial Africano, conseguiu inscrever Mbanza Kongo, em 2017, na lista do Património Mundial.

Maria da Piedade de Jesus avançou que a inscrição desse sítio representa uma vitória não só para todos os povos que partilham o espaço cultural kongo, mas para toda a humanidade.

Reforço dos laços culturais

As Repúblicas de Angola e do Congo abordaram quarta-feira, em Brazzaville, o reforço da cooperação cultural e a troca de experiências nas mais variadas modalidades, durante uma audiência concedida à secretaria de Estado da Cultura, Maria da Piedade de Jesus, pelo ministro da Cultura e Artes da República do Congo, Diundonné Moyongo.

Durante a audiência realizada à margem do colóquio científico internacional sobre o Reino do Kongo, as duas entidades passaram em revista aspectos ligados à cooperação entre os dois países que datam há longos anos.

Para o ministro da Cultura e Artes da República do Congo, Angola sempre foi um parceiro directo e de laços culturais e políticos muito fortes.

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