O Governo angolano pretende dar prioridade aos empregados da Sonangol no processo de privatização, que será feito através de uma Oferta Pública Inicial (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores, revelou esta terça-feira o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo.

“Decidimos que a nossa empresa estatal, no futuro, será introduzida na Bolsa de Valores, provavelmente 30%. Vamos dar prioridade aos empregados da Sonangol para comprarem ações, aos angolanos para comprarem ações, e a outros investidores“, adiantou Diamantino Azevedo em Londres.

O IPO deverá culminar um programa de privatização de cerca 125 empresas até 2022 proposto pelo Governo.

Diamantino Azevedo falava no Instituto Real de Relações Internacionais Chatham House, onde respondia a uma pergunta após a palestra do ministro de Estado para a Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, intitulada “Angola e compromisso com a Economia: Avaliação do Progresso das Privatizações e Outras Reformas Económicas”.

Os dois ministros estiveram em Londres a representar o Presidente João Lourenço na primeira Cimeira de Investimento Reino Unido-África, na segunda-feira, quando o Governo angolano e a petrolífera britânica BP assinaram um acordo para exploração de um bloco offshore.

Segundo um comunicado da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), o primeiro acordo visa a aquisição de direitos de exploração do Bloco 18/15 no offshore angolano e define os termos para a contratação de serviços com risco entre a ANPG e os parceiros do grupo empreiteiro do Bloco 18.

O bloco, que já se encontra em produção, é operado pela BP e tem como parceiros a Sonangol Pesquisa e Produção e a Sonangol Sinopec International.

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