O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, no final das conversações entre as delegações dois países, que decorreram no Palácio Presidencial, em Luanda, lideradas respetivamente pelo Presidente angolano, João Lourenço, e pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, que se encontra em visita oficial ao país.

“As partes concordaram em continuar a trabalhar no sentido de se encontrar um entendimento reciprocamente vantajoso, no plano comercial, que permita a reabertura das linhas regulares aéreas entre os dois países. As companhias aéreas de bandeira das partes acordam o desenvolvimento de estudos para a implementação de uma parceria estratégica, mutuamente vantajosa, para exploração conjunta dos destinos, com início ainda no decorrer de 2018”, disse Manuel Augusto, nas conclusões da reunião de hoje.

Ainda em matéria de cooperação económico empresarial, foi acordada a institucionalização do diálogo entre as agências de investimento e de exportações, “com vista a incentivar uma maior dinâmica de parcerias e de negócios”.

“Envolvendo as empresas dos dois países, tendo em perspetiva a integração de ambas as economias nos mercados regional e global”, informou, nas conclusões, o chefe da diplomacia angolana, acrescentando que em breve o vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, Olavo Correia, deverá realizar uma visita de trabalho a Luanda, liderando uma equipa técnica e empresarial.

A transportadora aérea estatal angolana TAAG suspendeu no final de 2016 os voos diretos entre Luanda e Praia, com escala em São Tomé e Príncipe, alegando que a rota não era rentável.

Na altura, Peter Hill, então presidente do conselho de administração (PCA) da empresa, que entretanto deixou o cargo com o fim da parceria para gestão da TAAG pela Emirates, apelou ao Governo de Angola para subsidiar o voo e ao de Cabo Verde para, por exemplo, baixar o custo de combustível ou diminuir as taxas aeroportuárias.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse que o seu executivo não iria subsidiar ou conceder isenções aos voos da TAAG, lembrando que a companhia de bandeira do arquipélago, a TACV, enfrenta “problemas que bastem” de sustentabilidade.

Desde então os angolanos e são-tomenses residentes em Cabo Verde queixam-se de que enfrentam muitas dificuldades para visitar os seus países, quer em férias quer em negócios.

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