De acordo com a agência de notícias russa TASS, que cita o relatório sobre as contas de 2019, a Energia Space Rocket anunciou que “durante o plano de trabalho, o cliente estrangeiro apresentou uma exigência para que o trabalho de criação e lançamento do satélite Angosat-2 fosse transferido para a Reshetnev”.

Segundo o documento citada pela agência de notícias russa, a Reshetnev vai também assumir todos os direitos e obrigações relativas à colocação do satélite em órbita, recebendo também da Energia Space Rocket os fundos alocados mas ainda por gastar.

“A administração da Energia Space Rocket também tomou nota do facto de que o Grupo vai adicionalmente colocar 7,8 mil milhões de rublos [um pouco menos de 100 milhões de euros] para outras despesas em 2020 em resultado desta transferência do contrato”, lê-se ainda na declaração financeira.

O satélite de telecomunicações Angosat-1 foi lançado em dezembro de 2017, tendo sido perdido um dia depois, na sequência da sua separação do foguetão que o lançou em órbita, e foram várias as tentativas para retomar o contacto com o satélite até meio de janeiro de 2018, enquanto ficou na área de visibilidade direta a partir do território russo.

As autoridades angolanas decidiram então lançar o Angosat-2 em vez de continuar a tentar retomar o contacto com o Angosat-1.

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