O presidente de Angola retirou duas licenças de exploração de minas de diamantes à empresária angolana. Este é mais um conflito entre os dois, após a guerra aberta na Sonangol.

A empresária angolana vai perder as licenças de exploração que lhe permitiam ter acesso a duas minas de diamantes em Angola. A decisão foi tomada pelo novo presidente de Angola, João Lourenço, avança o Expresso (acesso pago) este sábado. Este é mais um conflito que se junta à guerra entre Isabel dos Santos e a nova administração da Sonangol.

As duas minas que a filha do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, explorava na região Lunda-Norte vão deixar de estar na sua posse. João Lourenço ordenou ao presidente da Endiama (Empresa Nacional de Prospecção, Exploração, Lapidação e Comercialização de Diamantes de Angola), Ganga Júnior, que retirasse as licenças de exploração de diamantes a Isabel dos Santos.

Segundo o semanário, Isabel dos Santos não fez qualquer investimento naquelas minas nos últimos anos, o que terá despoletado a decisão do novo presidente angolano. Este episódio junta-se ao conflito na Sonangol: a atual administração acusou a empresária de ter feito transferências monetárias alegadamente irregulares durante a sua liderança na petrolífera. A Procuradoria-Geral da República de Angola já abriu um inquérito.

Em sua defesa, Isabel dos Santos desmentiu as acusações e disse que a Sonangol estava “falida” quando entrou na gestão. “O resultado da minha gestão exercida até 15 de novembro de 2017 resultou num aumentou de lucros da Sonangol em 177%, e atingiu 224$Mio, e a dívida foi reduzida em 50%”, argumentou, referindo que “as tentativas de Carlos Saturnino [atual líder da Sonangol] de reescrever a história são consequência, no meu entender, de um retorno em força da cultura de irresponsabilidade e desonestidade que afundaram a Sonangol em primeiro lugar”.

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