As mulheres da arte de representar expressaram as suas pretensões no encerramento do Segundo Festival de Teatro “Festeatro Mulher”, que decorreu durante uma semana no Centro de Conferências de Belas, no qual participaram 13 companhias e foram homenageadas 20 artistas.

Vitória Soares, ex-actriz e directora do grupo Oásis da Força Aérea Nacional, é de opinião que ao sector cultural, ao teatro em particular, devem ser canalizados mais investimentos, sobretudo no domínio das infra-estruturas, nomeadamente a construção de salas convencionais e a reabilitação dos poucos espaços existentes. Mencionou o caso da Liga Africana, emprestada há mais de 30 anos ao teatro e considerou impossível desenvolver o teatro com salas adaptadas e sem as mínimas condições exigíveis.

Vitória Soares disse desejar ver a conclusão, para breve, do Teatro Avenida, que entrou em obras há 10 anos, para   maior valorização do trabalho de actores e encenadores.
“Os fazedores de teatro merecem mais dignidade, pois são parceiros do Estado na transmissão de valores cívicos. Hoje há teatro no país por amor, porque a realidade actual é um convite a abandonar”.

A encenadora Elaine Coiombo  reconheceu o apoio institucional do Ministério da Cultura em alguns projectos e é de opinião que os empresários “só ajudam quando aquele organismo do Executivo os solicita”. Já para a actriz Cláudia Pucuta as artes cénicas são um baluarte da defesa da integridade territorial, daí a necessidade da protecção das companhias e das suas criações.

Quinta-feira, no encerramento do festival, foram homenageadas pela persistência as directoras Vitória Soares, Isabel Bernardo e Celina Coluna, a encenadora Elaine Caiombo e as actrizes Maria de Fátima, Suelma Mário, Cláudia Pucuta, Zulmira Brito, Deodete Collsoul, Neusa Marlene, Patrícia Morais, Elsa Quintas, Mariana António, Mansela Rodrigues, Elisa Basolua, Rosa Cecília, Nelma Nunes, Liliana Costa, Felipa Mapa e Gracieth de Jesus.

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