Segundo um despacho de 03 de abril, assinado pelo Presidente angolano, João Lourenço, e a que a Lusa teve hoje acesso, a medida corresponde à “necessidade de desenvolver o projeto de recolha de informação e sistematização da informação sobre a luta de libertação nacional dos PALOP”.

A comissão multidisciplinar responsável por este processo é coordenado pela historiadora e antiga ministra da Cultura de Angola, Rosa Cruz e Silva.

Integram os PALOP, enquanto antigas colónias portugueses, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, além da Guiné Equatorial, que se juntou à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O documento assinala que Angola pretende garantir a preservação da luta de libertação nacional dos PALOP e “contribuir para a criação de um arquivo histórico comum promotor da defesa da dignidade política, identidade cultural, facilitação de intercâmbio e seu conhecimento pelas gerações presentes e futuras”.

No despacho, o Presidente angolano sublinha também a “importância da luta de libertação nacional dos PALOP na construção da identidade cultural dos povos, criação de laços de solidariedade, amizade e ajuda recíproca, consubstanciadas em memória coletiva e património comum”.

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