Em causa está a construção do hotel e casino Intercontinental, situado no eixo viário, em Luanda, projeto que no relatório em contas de 2016 do grupo estatal Sonangol, então liderado por Isabel dos Santos, e com a obra já suspensa, estava avaliada em 74.675 milhões de kwanzas (296 milhões de euros, à taxa de câmbio atual).

De acordo com uma informação enviada hoje à Lusa pela Sonangol, “será uma das maiores e mais imponentes unidades hoteleiras do país” e “poderá ver as suas obras concluídas já este ano”, o que levou o conselho de administração da petrolífera, desde novembro liderado por Carlos Saturnino, a visitar a obra, no passado sábado.

“O conselho de administração emitiu orientações específicas, visando o termo dos trabalhos e traçou linhas que passam pela identificação dos melhores mecanismos para a sua rentabilização, focando a necessidade de se estabelecerem parcerias que permitam fazer do hotel uma unidade de referência incontornável”, lê-se na mesma informação.

Trata-se de um hotel com design baseado nos contornos de um diamante e que proporciona à maior parte dos seus aposentos uma vista panorâmica, refere a Sonangol.

No relatório e contas de 2016 da Sonangol, só a rubrica Hotéis incluía, além deste, investimentos nos hotéis HCTA, Maianga, Florença e Base do Kwanda, que “estão a ser explorados por entidades terceiras ao abrigo de contratos de exploração, recebendo o Grupo [Sonangol] rendas pela sua exploração”.

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