As afirmações de Elgar Ferreira a um grupo de jornalistas nacionais que quinta-feira esteve na Unidade Flutuante de Produção, Armazenamento e Descarga de Petróleo (FPSO, na sigla em inglês) Kaombo Norte, coincidem com a estratégia adoptada pelo Governo para reverter a queda de produção causada pelo declínio dos blocos petrolíferos em operação.

A orientação do Governo  é a de impulsionar a exploração de campos marginais para compensar as perdas de produção nos campos em declínio, tal como afirmaram, em várias  ocasiões, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, e o presidente do Conselho de Administração da Sonangol, Carlos Saturnino.

Uma eventual confirmação de reservas comerciais em resultado das avaliações em curso, tem o potencial de juntar a produção de novos campos aos seis já em exploração no Bloco 32, onde o FPSO produziu, só de Julho a  Outubro, sete milhões de barris de petróleo.
A produção do FPSO Kaombo Norte – que explora os campos Jindungo, Gengibre e Caril – passou de 96 mil barris por dia (bpd) em Julho, para 103 mil em Outubro, quando as projecções apontam para a marca dos 115mil bpd.

Elgar Figueira anunciou que um segundo FPSO denominado Kaombo Sul à zona de exploração chega em Janeiro de 2019 para operar os campos Canela, Mostarda e Louro, duplicando a produção de 115 para 230 mil bpd, tornando o Bloco 32 no maior projecto desenvolvido em águas profundas no país.

Fornecimentos crescentes à Angola LNG

O volume de gás fornecido à Angola LNG pelo Bloco 32 é de 1,3 milhões de metros cúbicos, devendo duplicar em 2019 com a entrada em funcionamento da segunda FPSO, o Kaombo Sul, disse Elgar Ferreira aos jornalistas.

De acordo com o gestor do campo “offshore”, entre Julho e Outubro,  a produção de gás atingiu  3,36 milhões de metros cúbicos para uma extracção de 103 mil bpd, perspectivando-se um aumento quando a produção de crude atingir 115 mil bpd.

A coordenadora de carregamento e actividades de exportação de gás para a Angola LNG, Efigénia Alexandre, destacou, entre funções de um FPSO, a recepção do crude que sai dos reservatórios submarinos, processamento, selecção e armazenamento nos tanques a bordo, além do carregamento nos tanques dos petroleiros que exportam o produto para as refinarias.

A visita realizada por representantes da imprensa angolana ao FPSO Kaombo Norte visou dotar os jornalistas de conhecimentos sobre o sector petrolífero em “offshore” (no mar), com vista a darem tratamento eficaz às matérias relacionadas com o crude, tendo em conta a complexidade que se impõe nesse domínio.

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