O facto foi dado a conhecer hoje, segunda-feira, à imprensa, pela ministra da Indústria, Bernarda Gonçalves Martins Henriques da Silva, após constatar os campos de ensaios e plantação de eucaliptos de Sanguengue, município do Cachiungo, e do Cuíma, no município da Caála.

Na ocasião, a governante informou que o empreendimento vai ser construído dentro de oito anos, na província de Benguela ou do Huambo, a depender de um estudo que deverá realizar-se nos próximos tempo, pois um dos elementos exigidos para sua implementação, além da matéria-prima, é aproximação com um rio.

Bernarda Martins explicou que para a construção da unidade fabril, numa parceria pública/privada, exige-se que o país tenha disponíveis a matéria-prima necessária, num total de 200 mil hectares plantados com 222 milhões e 200 mil plantas, desiderato que só poderá ser concretização caso se trabalhe, de forma antecipada.

Nesta perspectiva, segundo a ministra da Indústria, o Executivo assinou, em 2016, um contrato com uma empresa privada, encarregue pela plantação, tendo efectuado às primeiras experiências no ano da assinatura do contrato e que, nos dias de hoje, apresentam muito bons resultados.

“Tudo indica que, com estes resultados, poderemos estar em condições de arrancar com as obras de construção da fábrica de celulose e papel, pois tudo indica que com a parceria que o Estado fez será possível, neste período, ter os 200 mil hectares plantados”, disse a ministra, que se fez acompanhar do Presidente do Conselho de Administração do Fundo Soberano de Angola, Carlos Alberto Lopes.

Entretanto, uma fonte da empresa Estrela da Floresta, encarregue pela execução do projecto de plantação de árvores de diversas espécies, para servir de matéria-prima a futura fábrica de celulose e papel, confirmou à ANGOP a plantação, entre 2017 a 2018, de 255 mil espécies de eucalipto e pinheiro nos perímetros florestais do Cuima e Sanguengue (Huambo) e Alto Catombela (Benguela).

Nestes três perímetros, segundo a fonte, espera-se, no futuro, explorar madeira de melhor qualidade, por terem sido plantadas espécies melhoradas e com recurso à técnicas sofisticadas.

A partir deste mês, a empresa Estrela da Floresta começa com a plantação em 250 hectares, sendo 150 hectares no perímetro florestal do Cuíma, 50 no Sanguengue e outros 50 no Alto Catombela, entre mudas de eucalipto e pinheiro, com a utilização de hidrogel, que permite o desenvolvimento da planta mesmo com pouca água.

Publicidade