Em declarações à imprensa, antes da partida da composição para o Luau, Luís Teixeira indicou que as 800 toneladas de cimento produzido na Cimenfort, na Catumbela, têm como destino final a RDC, resultando de uma solicitação da companhia de capitais chineses Sinotrans, dona da mercadoria e fabricante dos vagões.

A viagem representa “uma espécie de teste”, para experimentar o estado operacional das novas máquinas no percurso de 1.344 quilómetros, ao longo dos quais 20 vagões que exportam cimento para a RDC e, no sentido oposto, trazem cobre para o Porto do Lobito, no quadro de um acordo de cooperação rubricado em 2017 com a Sociedade Nacional dos Caminhos de Ferro do Congo (SNCC).

Francisco Idelfrides, coordenador de vendas da Cimenfort, disse acreditar no reforço da capacidade operacional da cimenteira, que já fornece mais de três mil toneladas de cimento às províncias do Leste de Angola e à RDC.

“O Leste é um mercado apetecível em crescimento”, declarou o responsável, acrescentando que a empresa está aumentar o abastecimento, depois daquela região do país ter ficado muito tempo sem receber cimento.

O diretor Comercial e de Operações do Porto do Lobito, Domingos Francisco, deu conta que os 1.500 metros de linha férrea dentro do terminal portuário irão face ao aumento esperado no movimento de vagões de cargas, para a potencialização do Corredor do Lobito.

O Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB) recebeu, sexta-feira, os primeiros 60 vagões de carga de 300 encomendados à construtora chinesa Sinotrans, para reforçar o transporte de mercadorias diversas, incluindo o minério da RDC para o Porto do Lobito, tendo em cursos contratos como o firmado com a Cimenfort, a favor das exportações angolanas.

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