Havia já pouco por revelar sobre os novos modelos de smartphone da Apple. Eram conhecidas imagens, configurações de câmara e até preços – Tim Cook e companhia oficializaram as informações dos ‘leaks’ e rumores esta terça-feira, mas deixaram alguns dados que prometem deixar os fãs da marca de Cupertino, que tem perdido quota de mercado para Android, de água na boca.

A família iPhone aumentou – e novamente com um trio de telefones. A aposta é semelhante à do ano passado: um iPhone mais acessível, para suceder ao Xr, e dois topos de gama, que este ano (e pela primeira vez na história dos iPhone) são designados por Pro. A designação, diz a Apple, é porque se trata de um smartphone de excepção, “como nunca tivemos”.

Logo no primeiro vídeo do iPhone 11, o mais barato do trio, é possível perceber que vem aí uma considerável variedade de cores. São seis novas cores, com verde, amarelo ou lilás, além das cores tradicionais, como o preto ou cinzento. O iPhone 11 vai recorrer a uma câmara dupla e o aspeto estético, embora pareça não mudar muito face ao Xs, ganha uma nova arrumação das câmaras traseiras com um formato quadrado elevado relativamente à traseira do telefone – semelhante ao que a Huawei já tinha utilizado com o Mate 20 Pro.

As maiores novidades estavam reservadas para a linha Pro. “É a primeira vez que chamamos Pro a um iPhone”, diz Phil Schiller sobre o novo topo de gama da Apple. Com três câmaras, tem uma textura mate com sensações novas que promete deixar menos dedadas e não faltam pormenores de luxo e cores específicas. E o ecrã tem tanta qualidade que lhe deram um novo nome: Super Retina XDR. Chega com dois tamanhos, 5,8″ e 6,5″ (iPhone 11 Pro Max), tornando-o no maior iPhone de sempre.

Os novos telefones incluem o novo processador A13 Bionic. “É o CPU mais rápido de sempre num smartphone”, diz a Apple sobre o seu novo processador que alimenta o novo iPhone, um discurso habitual nas apresentações da tecnológica. Na prática, isto contradiz assim a Huawei, que indicava o mesmo na feira IFA, em Berlim, na semana passada. Para demonstrar a rapidez fizeram demonstração com jogos… de origem chinesa. A empresa diz que usa “aceleradores matrix” de machine learning que melhoram a visão computacional e as fotos noturnas, realidade aumentada, etc.

A câmara do Pro também já era algo conhecido: a aposta no sistema de câmara tripla para os novos telefones topo de gama. A aposta tripla é composta por uma lente de grande angular, com abertura f/1.8; uma teleobjetiva, com uma abertura de f/2.4; e uma lente ultrawide de 120º, com abertura de f/2.0. O que não era conhecida era a promessa da Apple não só de ter fotografias de exceção incluindo à noite e em situações com pouca luz – dando aqui resposta às soluções nesse capítulo já apresentadas pela Huawei e pela Samsung -, mas também vídeos com qualidade e detalhe que a empresa diz “que serão a referência para todos os smartphones”

Há ainda outra novidade, mas a nível de software. Chama-se Deepfusion e tira partido das capacidades da aprendizagem automática para garantir mais detalhes à cena que está a fotografar. Quando usa esta funcionalidade, o smartphone está a captar nove imagens: quatro fotos rápidas, quatro imagens secundárias ainda antes de disparar e uma foto de longa exposição. As capacidades de machine learning vão “cozinhar” todas as imagens e tentar apresentar o melhor resultado possível.

Uma das promessas mais relevantes que foi feita no palco do auditório Steve Jobs, junto à sede da empresa em Cupertino, a Apple Park, foi no domínio da bateria. O iPhone 11 Pro promete mais quatro horas de bateria do que o Xs e o iPhone 11 mais cinco horas.

A loja da Apple para Portugal já tem preços para os iPhone: os preços do iPhone 11 Pro arrancam nos 1179 euros (versão 64GB); iPhone 11 Pro Max a partir de 1279 euros (também com 64GB). O iPhone 11 custará 829 euros na versão de 64GB. Pode ver aqui a listagem completa dos preços para Portugal.

Pode ver aqui o liveblog que fizemos no Dinheiro Vivo com os vários momentos desta apresentação da Apple, onde foram também revelados um novo Apple Watch (com ecrã sempre ativo – always on display – e uma bússola incluída) e um iPad renovado.

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