O contrato, assinado à semana passada em Joanesburgo, África do Sul, representa, disse a artista ao Jornal de Angola, um ganho para a classe artística nacional, pois abre portas também a todos os criadores angolanos. “É uma forma do público sul-africano, e não só, conhecer mais sobre a atual produção nacional”, explicou.

Para a artista, o seu contrato permite ainda, no futuro, aos colecionadores e às galerias da África do Sul terem uma noção mais ampla das criações angolanas. “É uma forma de levar a arte nacional para outros mercados, bem mais competitivos e capazes de projetar ainda mais o país”, disse.

Desta forma, continuou, ganha também o turismo angolano, que pode ver os seus potenciais melhor explorados, através das belas artes. “As indústrias criativas angolanas também podem conseguir maior destaque com este género de acordo”, contou, além de explicar que o contrato tem a duração de dois anos renováveis.

Fineza Teta informou ainda que a ALT Group, agora detentora da sua marca artística, realizou ainda uma exposição de 20 dos seus trabalhos, como forma de dar já uma ideia ao público da África do Sul das técnicas e qualidade das produções angolanas.

Durante a sua estada, conta, participou também numa exposição coletiva, denominada “Star Sailors”, realizada em alusão aos 50 anos da chegada do homem à Lua, que teve a participação de 70 artistas, de diversas artes, para criar uma combinação com a ciência.
Natural de Luanda, Fineza Teta foi a primeira mulher a vencer o prémio Ens’Arte,de Pintura, em 2014, com “Inquietações Culturais”.

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