A associação GSMA decidiu cancelar o Mobilie World Congress (MWC), a maior feira de telecomunicações móveis, cujo início estava previsto para dia 24, em Barcelona, perante as sucessivas desistências dos participantes face ao receio associado ao coronavírus.

Citada pela Associated Press (AP), a GSMA indicou que a edição deste ano do MWC não se vai realizar, após ter recebido uma onda de cancelamentos.

Ao início da tarde, a imprensa espanhola avançou que a associação organizadora tinha decidido, em reunião extraordinária, avançar com a realização do certame, porém, algumas horas depois, acabou por recuar na sua decisão.

Empresas como a Ericsson, Sony, Amazon, Intel e LG , Nokia, Vodafone e Deutsche Telekom já tinham anunciado a sua desistência.

No congresso, cujo final estava agendado para dia 27, eram esperados mais de 100 mil visitantes de cerca de 200 países, incluindo cinco a seis mil pessoas da China.

A epidemia provocada pelo coronavírus (Covid-19) detetado em Wuhan causou já 1.115 mortos, dos quais 1.113 na China continental, onde se contabilizam mais de 44 mil infetados, 2.015 detetados na terça-feira, segundo o último balanço divulgado.

De acordo com as autoridades de saúde de Pequim, o número total de mortos durante terça-feira foi de 97.

O balanço é superior ao da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês), que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China, mas a taxa de mortalidade permanece inferior.

O Covid-19, que provocou um morto em Hong Kong e outro nas Filipinas, atinge também a região chinesa de Macau (8 casos de infeção, porque dois já tiveram alta) e mais de duas dezenas de países, onde os casos de contágio superam os 350.

Na Europa, onde já foram registados 45 infetados, com dois novos casos na Alemanha, a propagação do vírus foi declarada uma “ameaça séria e iminente para a saúde pública”.

A situação motivou a marcação de uma reunião de urgência de ministros da Saúde dos países da União Europeia para quinta-feira, em Bruxelas, enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) enviou uma equipa de especialistas para a China para acompanhar a evolução.

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