Este indicador, divulgado mensalmente pelo Banco Central ao mercado para sinalizar o ritmo da economia brasileira e ajudar o órgão a tomar decisões sobre a taxa anual de juros, é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Na comparação dos resultados obtidos em março com os obtidos em fevereiro, o indicador mostra que houve uma queda de 0,28% da atividade económica do país. Na comparação ano a ano, o recuo foi de 2,52%.

No entanto, a comparação de janeiro a março deste ano com o mesmo período de 2018 apontou uma leve subida de 0,23%. Em 12 meses terminados em março de 2019, houve expansão de 1,05%.

O próprio Banco Central já havia alertado na ata do Comité de Política Monetária (Copom) divulgada na última terça-feira que “o processo de recuperação gradual da atividade económica sofreu uma interrupção no período recente, mas o cenário básico contempla a sua retoma adiante”.

Segundo o Copom, as “incertezas sobre aspetos fundamentais do ambiente económico futuro — nomeadamente sobre sustentabilidade fiscal – têm efeitos adversos sobre a atividade económica” do Brasil, acrescentando que o país continua exposto às incertezas do cenário internacional.

O mercado financeiro já reduziu a previsão de expansão do PIB brasileiro 11 vezes consecutivas este ano em previsões semanais divulgadas no boletim Focus.

O último relatório indicou que os agentes do mercado esperam que a economia brasileira cresça 1,45% este ano.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também admitiu na terça-feira que a economia está no “fundo do poço” e apontou uma projeção para o crescimento do PIB do país em 1,5%, abaixo de 2%, meta projetada pelo Governo brasileiro há um mês.

O PIB do Brasil cresceu 1,1% em 2017, e repetiu o desempenho de alta de 1,1% em 2018, após dois anos de recessão em que o país acumulou uma queda de cerca de sete pontos percentuais da geração de riquezas.

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