Os artistas, que foram convidados da 2ª edição da mostra de cinema nacional, realizada no Espaço Aplausos, na Centralidade do Sequele, na qual foi exibido o filme “Njinga, Rainha de Angola”, acreditam que esta atenção deve ser abrangente a todas as formas de expressão de arte.
Para Lesliana Pereira, o apoio deve ser financeiro e institucional, de forma a permitir que as produções sejam feitas continuamente e ten-ham uma difusão mais eficaz. A atriz disse que o incentivo deve estender-se, também, aos pesquisadores, escritores e produtores de espectáculos, para garantir qualidade do produto final.

A atriz enalteceu, ainda, encontros como a mostra de cinema, por permitirem estabelecer uma ponte entre o público e os actores. “Iniciativas como essa permitem que as novas gerações aprendam mais sobre a História do país e dá visibilidade aos artistas, aspecto importante numa classe que grita, todos, os dias por socorro”, lamentou.

Os atores recordaram, ainda, as condições em que gravaram o filme, considerando-as como “muito difíceis”, a tal ponto de terem sofrido um acidente de viação e terem muito expostos a perigos. Jaime Joaquim disse acreditar que só com investimento e “algum espírito de resiliência” é possível gravar um filme no país. A prova, acrescenta, foi a produção de “Njinga, Rainha de Angola”. “As artes carecem de maior atenção”, disse o actor, que interpretou Ngola Mbandi, o primeiro a herdar o trono do reino do Ndongo, após morte do pai (rei Kilwanji). “É também fundamental haver maior pesquisa em torno da arte, que valoriza a História do país”. Porém, destacou Jaime Joaquim, apesar das dificuldades, o cinema tem um papel importante na preservação e difusão da História do país.

O filme “Njinga, Rainha de Angola” é um drama épico, realizado por Sérgio Graciano, que recebeu prémios internacionais, um dos quais, o de melhor actriz num papel de destaque, dado à Lesliana Pereira, e o de melhor maquiagem.

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