“Foi encontrado o corpo de uma senhora, o que perfaz neste momento quatro crianças e quatro adultos” que morreram no naufrágio do navio, disse à Lusa Teobaldo Cabral, assessor do presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra.

Entretanto, a empresa Oca Logistics, que gere o navio “Amfitriti” disse estar a trabalhar “na busca de pessoas desaparecidas e na prevenção da eventual poluição”.

“Neste momento concentramos os esforços na busca de pessoas desaparecidas e na prevenção da eventual poluição”, refere um comunicado assinado pelo gerente da Oca Logistics, Jean Philippe.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro são-tomense disse hoje à Lusa que Jorge Bom Jesus se desloca este sábado para “acompanhar mais de perto a situação”.

O chefe do executivo são-tomense anunciou na quinta-feira a abertura imediata de um inquérito para “se apurarem as causas deste trágico acidente e assacar as eventuais responsabilidades”.

O navio “Amfitriti”, que fazia a ligação entre as ilhas de São Tomé e do Príncipe, uma viagem que dura entre seis e oito horas, zarpou do porto de São Tomé na noite de quarta-feira com destino à cidade de Santo António e naufragou já perto da ilha do Príncipe, na madrugada de quinta-feira.

A bordo viajavam 64 passageiros e oito tripulantes e o navio transportava 212 toneladas de carga.

Segundo as autoridades locais, o acidente causou oito mortos — quatro crianças e quatro adultos — e nove desaparecidos. Cinquenta e cinco pessoas foram resgatadas com vida, três das quais foram transportadas para a ilha de São Tomé por apresentarem ferimentos graves.

O presidente do governo regional do Príncipe, José Cassandra, afirmou haver registos de três passageiros estrangeiros — duas portuguesas e um francês -, mas essa informação ainda não foi confirmada.

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesa, José Luís Carneiro, afirmou hoje de manhã que ainda não foi possível confirmar a existência de cidadãos portugueses entre as vítimas.

O navio da Marinha portuguesa “Zaire”, que se encontra em missão no país, com uma guarnição constituída por militares portugueses e são-tomenses, navegou de imediato para o local do naufrágio.

Publicidade