“Se a Frelimo não der ordem aos seus camaradas para pararem com este plano, não teremos outra alternativa se não ordenar aos nossos ‘rangers’ para frustrarem essa intenção”, disse o coordenador da comissão política da Renamo, num registo áudio transmitido pelo canal de televisão privado STV.

Momade aponta a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), no poder, como suspeita, num tipo de acusação recorrente durante campanhas eleitorais.

“Temos conhecimento de que, no dia da votação, vão entrar nas áreas autárquicas cidadãos que residem fora” dos círculos de votação, inclusivamente do Zimbábue e África do Sul “para votarem fraudulentamente na Frelimo”, referiu.

Ossufo Momade disse ainda haver suspeitas de que preparação de distúrbios para introduzir boletins forjados nas urnas de voto e denunciou agressões aos militantes da Renamo durante a campanha eleitoral.

As suspeitas foram lançadas numa declaração divulgada a propósito do feriado que hoje se celebra em Moçambique, que assinala a assinatura do Acordo Geral de Paz, em 1992, que pôs fim à guerra civil.

Momade apontou indícios de fraude num comunicado em que referiu que a Renamo está empenhada na pacificação do país, no âmbito das negociações em curso.

Apesar de Governo e Renamo terem assinado em 1992 o Acordo Geral de Paz, e um segundo em 2014 para a cessação das hostilidades militares, Moçambique vive ciclicamente surtos de violência pós-eleitoral, devido à recusa do principal partido da oposição de aceitar a derrota nas eleições por alegações de fraude.

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