A Direção Nacional de Veterinária de Moçambique (DINAV) alargou a inspeção obrigatória de carne a mais províncias do país, devido ao risco de propagação da febre aftosa, doença que afeta animais, anunciou esta quinta-feira a instituição.

O diretor-nacional de Veterinária de Moçambique, Américo Conceição, é citado pelo diário Noticias de Maputo a afirmar que o controlo obrigatório de carne se estendeu à cidade de Maputo e à província de Inhambane, sul do país, província da Zambézia e Sofala, centro, e Cabo Delgado e Niassa, norte.

A venda e circulação de carne de consumo já estavam sujeitas a inspeções obrigatórias nas províncias de Gaza, sul, Tete, centro, e Nampula, norte, disse Américo Conceição. Para conter a expansão da febre aftosa, a DINAV determinou que a carne e o gado bovino não devem ser transportados para fora dos distritos atingidos pela doença.

A DINAV está também a proceder ao registo de transportadores de gado bovino, caprino e suíno, bem como de ovinos. O diretor-nacional de Veterinária esclareceu que a febre aftosa não contamina os seres humanos, atingindo apenas animais. “A febre aftosa não é uma doença zonótica, isto é, capaz de criar problemas em humanos, como se tem tentado transmitir”, declarou Américo Conceição.

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