Pietro Toigo alertou para a tentação de o país concentrar a sua estratégia de desenvolvimento na exploração dos recursos naturais, quando falava após a assinatura de dois acordos de financiamento para projetos de agricultura e pescas.

“Agora, é mais importante ainda que Moçambique aposte fortemente na agricultura, para que as atenções nos recursos naturais não criem desequilíbrios na economia”, declarou.

Os investimentos maciços que têm sido anunciados para a indústria extrativa em Moçambique não devem desviar a necessidade de o país desenvolver outros setores da economia, acrescentou.

O BAD, prosseguiu, Pietro Toigo, atribui um papel fundamental ao financiamento da agricultura, apoiando projetos destinados ao aumento da produção e produtividade e capacitação dos produtores.

Por seu turno, a vice-ministra da Agricultura e Segurança Alimentar de Moçambique (MASA), Luísa Meque, afirmou que os pequenos agricultores devem ser ajudados a tirar maior proveito da sua atividade, nomeadamente através da criação de melhores condições de armazenamento e processamento dos seus produtos.

“A agricultura e a pesca no país registam enormes perdas pós-produção, devido a falta de condições de armazenamento e processamento”, assinalou Luísa Meque.

Os acordos hoje assinados destinam-se à canalização de pouco mais de 700 mil dólares (618 mil euros) para o financiamento de projetos na agricultura e pesca.

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