Banco central angolano mantém taxa de juro em 15,5%

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O banco central angolano decidiu manter a taxa básica de juro em 15,5%, considerada negativa por estar abaixo da taxa de inflação, situada em 18,42% em fevereiro

Segundo o governador do Banco Nacional de Angola (BNA), José de Lima Massano, que falava após uma reunião do Comité de Política Monetária, os níveis de inflação na economia ainda são elevados e é preciso continuar o exercício da estabilização de preços na economia.

“Hoje temos taxa básica de juros de 15,5%, que é já de si uma taxa de juro negativa, porque ela está abaixo da taxa de inflação e nós mantivemos nesse nível”, referiu José de Lima Massano, sublinhando que há quem defenda que deveriam subir a taxa de juro.

“Mas entendemos que deveríamos manter (…) apesar das pressões inflacionistas, devemos deixar espaço para que o apoio à economia também aconteça”, avançou o dirigente do banco central angolano.

José de Lima Massano frisou que o apoio é mais expressivo e concreto ao setor produtivo, por isso resolveu alargar o acesso às reservas obrigatórias para o crédito concedido ao setor produtivo.

“Os bancos comerciais vão poder utilizar as reservas obrigatórias para a concessão de crédito ao setor produtivo, aos 54 produtos prioritários definidos no âmbito do Programa de Apoio à Produção, Diversificação das Exportações e Substituições de Importações [Prodesi]”, afirmou.

Esse crédito é concedido à taxa de juro de 07,5% ao ano, considerada bastante competitiva, explicou José de Lima Massano, defendendo que se trata de um “estímulo ao fomento da atividade económica no país”.

O Comité de Política Monetária do BNA decidiu manter a taxa de juro da facilidade permanente de absorção de liquidez, com maturidade ‘overnight’ em 0%, bem como reduzir a taxa de juro da facilidade permanente de absorção de liquidez, com maturidade de sete dias, de 10% para 07%.

A reunião deliberou igualmente alargar para os 54 produtos do Prodesi o crédito com recurso a reservas obrigatórias e o mínimo de operações de crédito a conceder por banco.

De acordo com o governador do BNA, ficam também isentos os limites de liquidação por instrumento para importação de bens da cesta básica alimentar e medicamentos.

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