“O conselho de administração do Banco aprovou hoje de forma unânime uma emenda ao empréstimo decidido em setembro do ano passado para o desenvolvimento e construção do projeto de gás natural localizado na península de Afungi, no norte de Moçambique”, lê-se num comunicado de hoje na página do banco.

De acordo com o documento, a administração resolveu descer o valor inicial dos empréstimos disponibilizados, de 5 mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros) para 4,7 mil milhões de dólares, mas alarga o âmbito do financiamento de forma a incluir 16.700 empregos americanos e o número de empresas, que passa de 37 para 68, durante os cinco anos de construção do projeto.

“O número de fornecedores norte-americanos também aumentou para 68, sendo adicionados 31 fornecedores às 27 empresas que tinham sido previamente identificadas”, explica-se no texto, que prevê que “as vendas de seguimento apoiem milhares de empregos” nos Estados Unidos da América (EUA), nomeadamente nos estados do Oklahoma, Louisiana, Florida, Georgia, Nova Iorque, Pensilvânia, Tennessee, Texas e distrito da Columbia.

“O financiamento do banco para o projeto de gás natural em Moçambique continua a apoiar fortemente a Iniciativa África Próspera para desbloquear oportunidades para as empresas americanas em África”, aponta-se no documento.

A nota cita a presidente da instituição, Kimberly Reed, dizendo que, “dantes, o financiamento privado não estava disponível para este projeto devido ao tamanho, complexidade e apoio de risco que era necessário por parte do banco”.

“Dizem-nos que a China e a Rússia estavam preparadas para financiar este acordo antes de o quórum do conselho de administração ter sido restaurado pelo Senado há um ano, este é um ótimo exemplo de como um banco revitalizado, graças à liderança do Presidente Trump e apoio bipartidário do Congresso, pode ajudar a garantir o uso do termo ‘Made in USA’, sem ceder terreno para países como a China e a Rússia”, acrescentou a presidente.

O consórcio liderado pela francesa Total é responsável pela exploração da Área 1 e tomou a Decisão Final de Investimento em 2019, esperando-se que a produção arranque em 2024 e que o investimento ronde os 25 mil milhões de dólares (23,1 mil milhões de euros).

A extração de gás dos projetos do Rovuma vai funcionar ao largo da costa da província Norte de Cabo Delgado através de tubagens submarinas, sendo a liquefação feita em terra, numa fábrica em construção na nova cidade do gás, que está a ser edificada em Palma, península de Afungi, onde as petrolíferas partilharão infraestruturas.

A região enfrenta uma onda de violência armada desde 2012, mas apesar da ameaça os investimentos têm continuado.

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