“A decisão de manter a taxa MIMO continua a ser sustentada pela prevalência de elevados riscos e incertezas que, a se materializarem, poderão reverter o perfil atual de inflação baixa”, lê-se em comunicado.

A nível interno, “destacam-se o agravamento da instabilidade militar nas zonas Norte e Centro do país e a maior probabilidade de ocorrência de choques climatéricos”.

“A nível externo, persiste a tensão comercial e geopolítica com implicações negativas sobre o volume do comércio global e dinâmica dos preços das mercadorias”, acrescenta.

O CPMO manteve as taxas de Facilidade Permanente de Depósitos (FPD) e de Facilidade Permanente de Cedência (FPC), em 9,75% e 15,75%, respetivamente.

Da mesma forma, mantiveram-se os coeficientes de Reservas Obrigatórias (RO) para os passivos em moeda nacional (13%) e em moeda estrangeira (36%).

A inflação média a 12 meses em Moçambique desceu em novembro para 2,78%, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje.

Este ano, desde janeiro, o indicador chegou a 4,08% em abril e está em queda desde então.

A inflação acumulada até final de novembro foi de 2,20%.

O CPMO “continuará a monitorizar os indicadores económico-financeiros e os fatores de risco” e tomará “medidas corretivas” se necessário, antes da próxima reunião ordinária agendada para 27 de fevereiro de 2020.

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