José de Lima Massano, que respondia hoje como declarante no julgamento do processo da transferência indevida de 500 milhões de dólares do Estado angolano para um banco em Londres, disse que foi solicitado apoio ao Fundo Monetário Internacional (FMI) nesse sentido, depois de o BNA ter sido apontado como um mau exemplo de governação, num seminário sobre a Governação dos Bancos Centrais.

Segundo o governador do BNA, em abril de 2019 durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial participou, em conjunto com a directora da Unidade de Informação Financeira (UIF) de Angola, nesse seminário, em que foram dados três exemplos de má governação dos bancos centrais.

“O primeiro dos exemplos, infelizmente, foi nosso, e era esta operação em concreto, como ela tinha ocorrido e como a imprensa tinha relatado”, disse o governador.

José de Lima Massano referiu que Angola recebeu por duas ocasiões, para recolha de informações, agentes da Agência Nacional de Crimes Financeiros do Reino Unido, que abriu um processo de investigação na sequência de uma denúncia do banco HSBC, de Londres.

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