O Banco Central Europeu (BCE) mostrou-se hoje ligeiramente mais otimista sobre as perspetivas económicas na zona euro, considerando que os riscos para a conjuntura são menos acentuados após o acordo comercial entre China e Estados Unidos.

Os riscos “ligados a fatores geopolíticos, ao protecionismo crescente e às fragilidades dos mercados emergentes” são “menos acentuados” agora que a “incerteza em torno do comércio internacional diminuiu”, afirmou a presidente do BCE, Christine Lagarde, constatando que se mantém um “crescimento moderado na zona euro”.

“Um desenvolvimento crucial” desde a última reunião de política monetária foi a assinatura de um acordo comercial parcial entre Washington e Pequim, apontou Lagarde, na conferência de imprensa após a reunião do BCE.

Os dois países assinaram este acordo após largos meses de tensão comercial.

O comércio “é um elemento importante” de análise económica do BCE, “sobretudo quando se trata de avaliar os riscos”, avançou a líder do BCE, que considerou também positivo o encontro em Davos da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com o Presidente norte-americano, Donald Trump, tendo em vista prosseguir negociações para evitar um conflito comercial entre as duas partes.

Na conferência de imprensa, Lagarde advertiu também para “o perigo de nada ser feito” para proteger o clima, garantindo que essa questão será integrada na revisão que será feita da estratégia do BCE.

“Vamos debater” qual será o lugar da luta contra as mudanças climáticas na futura estratégia do BCE, explicou Lagarde.

Mas “estou ciente do perigo de não fazer nada e acho que não tentar é em si um fracasso”, disse.

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