O Banco Europeu de Investimentos (BEI) concedeu um crédito de 150 milhões de euros à EDP Renováveis para apoiar o desenvolvimento de centrais de energia solar e eólica no Brasil, que ajudarão a criar 1.900 empregos.

“A EDP Renováveis no Brasil garantiu um financiamento do BEI no valor de 150 milhões de euros para promover novos projetos de energia solar e eólica”, indica a energética, em comunicado enviado à Lusa.

A empresa liderada por João Manso Neto adianta que, com este investimento, irá reforçar o plano de negócios no Brasil, onde está presente há uma década, e contribuir para que o país atinja os objetivos ambientais de redução de emissões de CO2 definidos no COP21 [Conferência do Clima de Paris, oficialmente conhecida como a 21.ª Conferência das Partes]”.

A empresa, subsidiária do grupo EDP, adianta que o apoio do BEI insere-se na estratégia de ação contra as alterações climáticas na América Latina e permitirá à EDP Renováveis no Brasil produzir cerca de 1,8 TWh por ano de energia limpa, até 2023.

A EDP Renováveis adianta que a construção de novas centrais solares e parques eólicos terá impacto não só no ambiente, mas também na economia brasileira, ajudando a reduzir os custos de importação de energia e de combustíveis e reforçando a segurança energética e a criação de emprego.

A elétrica estima que, durante a fase de implementação dos projetos, sejam criados 1.900 postos de trabalho.

A EDP Renováveis poderá ainda comprar dívida sénior a longo prazo de outras instituições financeiras para conseguir todos os recursos necessários ao projeto, adianta o comunicado.

“Esta linha de crédito irá ajudar-nos a prosseguir a nossa atividade no Brasil, um país a meio de uma transição para uma matriz energética mais amiga do ambiente”, afirma João Manso Neto, presidente da EDPR, no comunicado.

“Além disso, estamos especialmente motivados pelo endosso de uma instituição com o calibre do BEI, uma vez que apoia não só a nossa linha de negócios, mas também todo o nosso contributo para o progresso e desenvolvimento”, comentou o responsável, no evento de assinatura do contrato de financiamento, em Madrid.

“As alterações climáticas são uma das maiores ameaças para o futuro do nosso planeta e precisamos de unir esforços para enfrentar esse problema”, disse, por seu turno, Emma Navarro, vice-presidente do BEI e responsável pelas operações na América Latina, no mesmo evento.

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