O 20BNU “é líder em cinco dos sete países de língua portuguesa” em África, “pode assumir-se como uma porta de entrada na China” e, uma vez que beneficia “de uma relação estreita com o universo do grupo Caixa Geral de Depósitos”, do qual faz parte, pode ser importante na promoção de “investimento de empresas chinesas em Portugal”, argumentou o responsável.

No caso de Portugal, Álvares destacou “a grande abertura para o investimento estrangeiro”, o regime fiscal, a qualidade de vida, a segurança e os vistos ‘gold’ como atrativos para os empresários lusófonos e chineses.

As declarações de Carlos Álvares foram realizadas durante o IV Fórum de Jovens Empresários entre a China e os Países de Língua Portuguesa, que decorreu na Feira Internacional de Macau (MIF, na sigla em inglês), o maior evento para a promoção do comércio e investimento do território, e no qual Moçambique e a província chinesa de Fujian se assumem como parceiros da 23.ª edição, que volta a receber a participação de mais de 50 países e regiões até sábado.

O BNU é, juntamente com o Banco da China, banco emissor de moeda em Macau e conta atualmente com 20 agências, incluindo uma na Ilha da Montanha, em Zhuhai, cidade chinesa vizinha da Região Administrativa Especial de Macau.

O BNU em Macau espera atingir lucros superiores a 64 milhões de euros no final do ano, segundo o líder daquela instituição.

O banco fechou o primeiro semestre do ano com lucros de 310,8 milhões de patacas (33,2 milhões de euros), menos 3,15% em relação ao mesmo período de 2017.

Os lucros daquela instituição tinham registado uma subida de 26% em 2017 para 706 milhões de patacas (cerca de 70 milhões de euros).

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