A informação foi transmitida hoje pela ministra das Finanças de Angola, Vera Daves de Sousa, afirmando que o programa denominado Investor Readness Program decorre de um acordo assinado, em Janeiro passado, com a London Stock and Change.

O Programa de Privatizações (ProPriv) inscreve 195 empresas e/ou activos a serem privatizados até 2022.

O programa visa “preparar as empresas para alinhá-las aos critérios de exigências dos investidores que actuam no mercado internacional e ajudar as empresas e incentivar as empresas a fazerem esse caminho”.

“Incentivamos, vivamente, as empresas que têm a intenção de se financiar via mercado de capital a aderirem ao programa e a tirarem benefícios dele”, afirmou Vera Daves de Sousa, na cerimónia de lançamento do Relatório Anual dos Mercados Bodiva 2019.

Para a governante angolana, o ProPriv “será decisivo” para a activação do mercado de acções, porque das mais de 190 empresas a serem privatizados 17 são considerados com “relevância e nível de preparação suficiente para serem privatizados via bolsa”.

“São empresas atractivas e de diferentes sectores, de modo que, certamente, haverá apetite por parte de quem queira investir”, notou Vera Daves.

Segundo a ministra das Finanças, a activação do mercado accionista deverá ser “o impulso para que se projecte, para lá do serviço ao Estado, o serviço que a Bodiva pode e deve prestar à economia angolana”.

Entre as empresas em que o Estado prevê alienar os seus activos destacam-se a petrolífera Sonangol, a transportadora área TAAG, Correios de Angola, Angola Telecom, Empresa Nacional de Seguros de Angola, Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), participações na operadora Unitel, Banco de Comércio Indústria, Banco Económico, cimenteira Nova Cimangola, entre outras.

Para o processo de privatizações, o Governo angolano contratou o Banco Mundial como “consultor estratégico”.

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