A taxa de desemprego no Brasil caiu para 12% no trimestre de setembro a novembro, impulsionado pelo aumento de pessoas que trabalham sem contrato ou em situação precária, informou esta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O coordenador da pesquisa do IBGE, Cimar Azevedo, considerou que o nível de ocupação no Brasil cresceu porque o número de pessoas ocupadas subiu mais do que a população em idade para trabalhar, mas houve um aumento da precariedade do mercado laboral.

“Esse número tem que ser visto com cautela, pois ao mesmo tempo em que o crescimento da taxa de desocupação [desemprego] desacelerou, a qualidade das ocupações caiu. O mercado de trabalho está cada vez mais voltado para a informalidade”, disse o especialista.

O número de pessoas que procuravam trabalho e não encontravam no Brasil entre setembro e novembro caiu 4,1% (menos 543 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior. No confronto com igual trimestre de 2016, quando havia 12,1 milhões de desempregados, a subida foi de 3,6 pontos percentuais (mais 439 mil de pessoas).

Cimar Azeredo salientou que o desemprego “ainda está maior que o ano passado, mas esse crescimento desacelerou visivelmente na comparação anual”.

O número de trabalhadores com contrato de trabalho, por exemplo, caiu 2,5% em relação ao trimestre formado por setembro, outubro e novembro de 2016, uma queda de 857 mil pessoas.

Por outro lado, os dados do IBGE mostram que os empregados no setor privado, sem contrato assinado, cresceram 6,9% na mesma comparação, absorvendo 718 mil pessoas.

No mesmo período o número de brasileiros que trabalhavam por conta própria cresceu 5%, enquanto os trabalhadores domésticos cresceram 4,1% em relação a 2016.

 

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