“As semelhanças vão muito além do discurso. Você quer que a história se repita? Então, evite”, diz a mensagem que acompanha o vídeo com a duração de 52 segundos colocado nas redes sociais do partido do ex-Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula de Silva.

O vídeo foi publicado um dia depois de Fernando Haddad, substituto de Lula no PT, ter descrito Bolsonaro como “fascista” e uma “ameaça à democracia e à paz social”.

Haddad, que conta com 23% das intenções de voto do eleitorado, disse também que noutros tempos “a Alemanha e a Itália já votaram em pessoas como ele”.

O PT endureceu os seus ataques a Bolsonaro nos últimos dias de campanha e hoje publicou o vídeo no qual mistura declarações polémicas do candidato da extrema-direita com a figura e com discursos do líder nazi.

No vídeo, aparece uma pessoa com uma televisão na cabeça e, no écran, Bolsonaro fala sobre questões como democracia, tortura, direitos dos trabalhadores e políticas sociais.

Num dos momentos, é mostrado o candidato, capitão na reserva do Exército, numa entrevista gravada em 1999, na qual afirma que, “através da votação, nada seria mudado no Brasil”, mas sim com uma “guerra civil”.

Ao longo da montagem, a imagem do candidato do Partido Social Liberal (PSL) é misturada com a de Hitler.

No final, um desenho com os rostos de Bolsonaro e Hitler aparecem com a inscrição “ele não”, numa referência ao lema usado pelas mulheres nos protestos que foram convocados na semana passada contra o candidato da extrema-direita.

Ao longo da campanha eleitoral, Fernando Haddad evitou atacar diretamente o seu adversário, mas mudou a estratégia na última semana face ao crescimento de Bolsonaro nas sondagens e perante as constantes críticas à formação de esquerda por parte do candidato do PSL.

Haddad acusou também a campanha de Bolsonaro de partilhar “milhões de mensagens” com notícias falsas pela plataforma WhatsApp, com conteúdo “ofensivo” contra ele.

O Brasil realiza no domingo eleições presidenciais, para o parlamento (Câmara dos Deputados e Senado) e para representantes dos governos regionais.

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